Fabio Procópio

Coaching, Vida e Carreira.

Site do Coach Profissional Fabio Procópio, membro da Academia Brasileira de Coaching e Relações Públicas pela UNESP.

Sobre o planejar, executar e ser feliz no que se faz

Quando paro e penso sobre o que realmente me motiva, o que faz com o que eu acorde todos os dias e vá à luta, ao trabalho, aos desafios, aos perigos, sempre me imagino sobre o que estarei fazendo daqui a 10 anos.

10 anos pode parecer muito tempo. Uma década para traçar metas, alcançar objetivos, realizar sonhos – e para chegar aos 34 anos! (Me assusta muito esse número….)
Não me lembro muito bem o que eu pensava aos 14 anos. Provavelmente eu tinha muitas atividades na escola, cursos, festinhas de aniversário, e nem imaginava que em 10 anos eu estaria formado, morando sozinho, conquistando ótimas coisas, trabalhando em um lugar bacana, e ter passado por algumas experiências ímpares em minha vida.

Em 10 anos tive a oportunidade de morar fora do país, vi pessoas queridas indo embora, vi alguns acontecimentos importantes na história mundial, estudei bastante e consegui entrar em uma ótima universidade, me formei, conheci pessoas incríveis e que sempre farão parte da minha vida, vi meus pais envelhecerem em uma velocidade um pouco maior, senti a responsabilidade de ser gente! Claro que tudo faz parte de um processo, e muitas das coisas que passei nestes 10 anos, eu nem me lembro mais.

O que quero falar por aqui é sobre o planejar. Sabe aquela planilha do Excel que você abre em um dia chuvoso, com a ânsia de desenhar ali naquela tela todos os seus projetos, ideias, prazos e vontades? Aquele dia que você acorda “planejador”, “revolucionário”, com vontade de descobrir quem matou Joana D´arc? Todo mundo tem desses dias.

Você já conseguiu levar estes dias a sério? Colocá-los em prática? Planejar os seus próximos 10 anos?  E as empresas? Conseguem realmente de fato levar a sério um planejamento baseado em fatos, metas, e premiações?
Vejo muito planejamento, muitos prazos, pessoas estressadas, procurando motivos para guiarem seu trabalho. Acho que quando procuramos motivos para trabalhar, estamos indo contra algo que aprendi aos 14, que coloco em prática aos 24 e pretendo, aos 34, seguir nesta linha de pensamento: não estamos sendo protagonistas daquilo que nos dispusemos a fazer – Poxa, eu estudei, batalhei, vivi, e hoje procuro motivos para me inserir em determinadas situações?

Por que não posso fazer do meu dia a dia, o motivo das minhas realizações (e não do cansaço), das minhas experiências (e não da reprodução de atividades), das minhas inovações (e não da cópia de exemplos) – do meu verdadeiro papel enquanto profissional.

Profissionais, empresas e pessoas que não se reinventam e que não buscam o protagonismo de suas ações caem no marasmo, na infelicidade, no comodismo, e no esquecimento (em bem menos tempo do que 10 anos…).
Seja com 14, 24 ou 34….É a sua (nossa) hora de mostrar o seu potencial, suas habilidades, sua vontade de ser útil… e de mostrar esse sorriso e a felicidade de fazer o que realmente gosta.

Você gosta do que faz?